sábado, 18 de abril de 2015

LOUCURA CELESTIAL

(Capítulo do livro de contos AMADADAMA)



Quarenta e treze. Essa conta não fecha. É mais do que absurda, é monstruosa. No entanto ela pedia, suplicava... implorava para ir além. Não é possível, é um sonho... Em verdade, era um pesadelo sem sono e sem vigília. Contrito por antecipação, ameaçava arremessar para o fundo do oceano, com a violência de toda a energia que era capaz de reunir, o disco de chumbo daquela cena divinamente diabólica. Mas não havia discos, apenas sanguessugas viscosas cujas ventosas aderiam ao corpo com a mesma força de sucção dos seus lábios sequiosos que ela aplicava desde o alto da fronte ao calcanhar de Aquiles da sua fraqueza de macho. Para ela um brinquedo. O resultado, porém, era aquele encontro onírico e absurdamente assimétrico entre a inocência e a concupiscência.
- Olha! Tá saindo de dentro dele uma clarinha de ovo cru. Em mim também tá, só que é muito mais... vamos ver quem ganha?
Não suportava mais. Precisava acordar daquele sonho híbrido de prazer e de loucura. Ou morreria de frenesi... Acontecências em derredor desmentiam: não te ilude, é tudo real. Beira-mar de meio-dia de domingo. O sol envergonhado indo embora. Manadas de nuvens cor de chumbo nascendo no nascente crescendo e se espraiando no horizonte imitavam vertiginosas preamares e traziam no dorso uma noite artificial carregada de negrume e cumplicidade.
- Ai...
- Dói?
- Não!
- Então por que disse Ai?
Usava a calcinha do biquíni, mas nada cobria os seios. Nem havia seios. Em seu lugar, brotavam duas minúsculas saliências firmes, lisas e convexas como as campânulas das inflorescências de tenras magnólias, de cujos ápices ameaçavam saltar dois mamilos túmidos de inculposa luxúria. Num rosto de criança um semblante de mulher. Há sonhos onde o sonhador tem consciência de estar sonhando e não consegue interromper... Urgia despertar, ou enlouqueceria de vez. De novo, a realidade se impunha. Quem dorme não sente. E ele sentia a areia fina, cuja natureza parecia mais humana que mineral, a deslizar-lhe sob o dorso a cada vaivém das pequenas vagas, acariciando-lhe a pele, provocando cócegas e suaves formigamentos numa intermitência de sensualidade infinita.
- Quero ver que gosto tem!
- Quê?
- A clarinha de ovo cru – quero provar.
- Você enlouqueceu...
- Nossa! É salgadinho! Tem cheiro de camembert... e é tão macia... a cabecinha... 

Daí em diante era impossível saber se era sonho ou verdade. Havia perdido o senso da realidade e passou a perceber somente o que não existia: murmúrios de cascatas, chilrear de passarinhos; olores exóticos das flores do Oriente, dos sândalos de Calcutá e dos incensos da antiguidade; superfícies e mucosas umedecidas acetinadas sedosas aveludadas. Então, brotou-lhe bruscamente das entranhas o néctar ainda morno do fruto proibido que ela, sôfrega, sorvia com prazer...



















sábado, 4 de abril de 2015

ENSAIO SOBRE A VISÃO - Parte I




“Fito-te - E o teu pensamento é uma cegueira minha”.

Fernando Pessoa



Cegueira. Ensaio sobre a cegueira! Quem enxerga muito bem jamais vai entender por que alguém se preocupa com uma banalidade tão à toa, a ponto de escrever um romance com semelhante tema. O presente texto – previno desde logo – nada tem a ver com o livro do Saramago. Exceto, talvez, pretender abrir os olhos de quem concorda com o que está dito acima. Ou seja, quem supõe que a privação do sentido da visão teria o mesmo significado da ausência dos outros quatro. Experimente não ouvir, não sentir odores nem o sabor dos alimentos, não tatear. É terrível, pois não? Mas agora feche os olhos – como se nunca mais fosse abrir –, e compare.


Chama-se catarata à perda da transparência de uma lente natural chamada cristalino. A maioria dos leigos pensa que a cura da catarata pela cirurgia é um procedimento simples. E até pouco tempo atrás, era mesmo, porque ou dava certo ou não dava! Bastava remover a lente natural e substituir por outra de vidro.


Era a “cesárea” dos oculistas. E ainda é! Qualquer Zé Mané é capaz de realizar este procedimento – hoje com muito mais segurança, porque o cristalino é dissolvido, e não mais cortado, como era antes. Mas havia um “porém”: muitos pacientes cegavam completamente depois da operação. Por quê? “Ah, ele não teve o repouso recomendado”. ”Ah, ele sofreu uma hemorragia imprevisível”. “Ah, o coitado teve azar”. Nada disso! É que pouco se sabia sobre a função e a patologia da córnea – aquela membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho. Hoje em dia o “mistério” está praticamente esclarecido. Se o paciente impaciente possuir em suas córneas um mínimo de 1400 a 2500 células por milímetro quadrado, tudo bem. Desaparece a catarata e o doente volta a enxergar como se nunca a tivesse contraído. Do contrário...


Para mim, tudo começou - ou eu comecei a me preocupar - quando caí a todo pano num canteiro público de uma cidadezinha de Israel. Aquela mesma onde dizem que o Homem da cruz pregou o Sermão da Montanha. Tive vontade de dizer (e disse só pra mim mesmo), bem-aventurados os que enxergam, pois eles não tombarão. O meu diagnóstico já estava estabelecido. Tinha até sido submetido a exame de fundo do olho para constatar a integridade da retina. Quando voltei da viagem procurei um dos meus colegas oftalmologistas e disse: “Tá na hora de me operar”. Eu sabia lá se precisava contar células de córnea, coisa nenhuma! “Pois precisa, seu doutor. Tome a requisição e faça logo ontem!” Fui fazer como se fosse dosar a minha Glicose que nunca passou de 90 mg por 100 ml de sangue. Só que depois de olhar muito tempo dentro dos meus olhos através de aparelhos sofisticadíssimos, o doutor olhou sem aparelho algum, mas com um certo ar de preocupação: eu só tinha 500 células por milímetro quadrado de córnea. Em ambos os olhos! Consultei outro especialista que me expôs a situação. “Suas chances de cura são de 50%. Fui curto e grosso: “Supondo que você estivesse no meu lugar, o que faria?” “Vou ser sincero: só me deixaria operar quando não enxergasse mais nada!

Curioso! Cá no Brasil, em todas as outras profissões, existe uma certa hierarquia, como a das Forças Armadas, por exemplo, que começa pelo soldado, passa pelo cabo, o sargento, os oficiais e vai até os marechais... Assim, procuramos o melhor encanador, o melhor pedreiro, o melhor engenheiro, o eletricista exímio... Em medicina, não! Basta o sujeito ser médico: é tudo igual! E o pior, são todos nivelados pelo raso. Até eu – que me queixo de ser médico – fui nessa.


Já nem dirigia mais automóveis, quando meu cardiologista observou que eu não conseguia ler um determinado escrito que ele me apresentou.

“Por que não consegue ler?”

“Catarata”

“Por que não se opera?”

”Minha córnea não deixa”.


Depois ele me disse: “pensei que Córnea, no caso, era o apelido da tua mulher, porque você andava pulando a cerca”.










ENSAIO SOBRE A VISÃO - Parte II





“A cegueira também é isto: viver num mundo onde se tenha acabado toda a esperança”

José Saramago



Eu respeito o ladrão – até porque já fui um deles; sim! confesso que já tive de roubar alimentos para saciar minha fome -, convivi com assassinos, tolero corruptos, malandros, preguiçosos, e outras gentes do mesmo gênero. Mas nunca perdoaria um INGRATO! Devo a vida a alguns médicos e vou rezar por eles até a hora da minha morte. Deixo de relacioná-los aqui porque este texto tem uma finalidade específica: agradecer de público ao homem que me fez voltar a enxergar o mundo.

Até Agosto / Setembro de 2014 eu era incapaz de guiar automóveis, ler, reconhecer pessoas a uma certa distância e identificar objetos pequenos. O olho esquerdo estava totalmente comprometido (cego). Mesmo assim ainda consegui realizar uma viagem internacional. Sozinho. No princípio de Outubro, meu cardiologista me mostrou o resultado de alguns exames e eu não fui capaz de ler. “Não consegue ler?” ”Não. Catarata”, adiantei. “Por que não manda operar?” ”Porque meu próprio oculista não se operaria; é um cara ou coroa, segundo ele me disse...” “Tome, procure este oftalmologista”, disse o meu médico do coração, entregando-me um papel. Fui!

“É, cara... quer dizer, cara mesmo, mas pode ser coroa... O nosso colega tem toda razão. Sua córnea não possui células suficientes nem para fabricar meia dúzia de amebas... quer dizer, amebas talvez sim, porque possuem um só núcleo. Já um mixomiceto, é duvidoso. Mas há um recurso: transplante de córnea. E existe uma doutora enfermeira encarregada de selecionar a minha fila. Mas escute, nem sempre o transplante é indispensável, mesmo em circunstâncias como a sua. Restitutio ad integrum (cicatrização total da córnea), depende muito da agilidade com que a cirurgia é executada e de traumatismos mínimos em seus tecidos. Recomendo, porém, que esteja preparado: existem 90% de chances de que você venha a conduzir – para o resto de sua vida – a córnea de um morto nos seus olhos”[1]. E, com muita paciência e boa vontade, mostrou-me demoradamente, no computador, detalhes técnicos das duas operações: a da catarata em si, e a do transplante. Havia casos em que as duas, em um único olho, poderiam ser executadas simultaneamente. Mas dada a delicadeza da minha condição, era mais prudente realizar cada uma delas em tempos diferentes. In other words: eu seria submetido a nada menos de quatro operações, com intervalos médios de trinta dias entre uma e outra.

A cirurgia da catarata, hoje em dia, consiste basicamente em remover o cristalino opacificado através de sua emulsificação (liquefação), seguida de aspiração e implante de uma lente artificial em seu lugar. Num passado ainda recente, tais lentes não existiam. O cristalino era substituído por um par de óculos de lentes grosseiras (tipo fundo de garrafa), que davam ao rosto do doente um aspecto deselegante e causavam a impressão, aos circunstantes, de que ele estivesse ainda mais cego do que antes. Como disse, por conta de sua aparente simplicidade, considero a operação de catarata a “cesárea” do oculista.

Sucede que executar, de qualquer maneira, a cirurgia de catarata é uma coisa. Agora, fazê-lo com rapidez, agilidade, segurança, com mínimo ou nenhum sangramento, sem trauma importante para a córnea e com a lente artificial corretamente implantada, enfim, com perícia extrema, é outra história bem diferente... Já o transplante é muito mais complicado... e demorado.


[1] Em verdade, a oftalmologia – tal como a Medicina como um todo – progrediu tanto que atualmente, na maioria dos casos, em vez de empregar o transplante de toda a córnea, o cirurgião destaca e usa apenas a camada interna das células de revestimento – o endotélio. Este detalhe traz inúmeras vantagens dentre as quais a mais importante é a ausência quase absoluta da probabilidade de rejeição.

ENSAIO SOBRE A VISÃO - Parte III




“A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas”.

Padre Antônio Vieira: Sermões



O milagre aconteceu no dia 07 de Outubro de 2014, às três da tarde. Antes, eu já havia sido inscrito na fila de espera dos transplantes e, óbvio, chegara a minha vez. Fui advertido das implicações psicológicas de um transplante, mas levei, o que para outros seria um mal-estar – por viver com partes de um cadáver no próprio olho –, como se fosse receber uma transfusão de sangue.

Havia sido prevenido para suspender qualquer alimento depois de um leve café da manhã. Cheguei à clínica por volta do meio dia. Durante cerca de duas a três horas uma enfermeira instilava, de 15 em 15 minutos, diversos tipos de colírios no meu olho esquerdo. Afinal fui chamado. O ambiente tranquilo não ensejava qualquer ansiedade ou estresse. A anestesista me tomou pelo braço e pediu que eu me sentasse numa cadeira que, a princípio, parecia de dentista. Mas dentro de poucos segundos se inclinou para trás, se transformando numa mesa cirúrgica. A seguir, puncionou-me uma veia na qual injetou uma substância que, longe de me fazer dormir, me relaxou ainda mais e trouxe aquela sensação que devem sentir os viciados em morfina, logo depois de injetar a droga. Mas não perdi a consciência em momento algum. Percebi o operador se aproximar, e imaginei que estivesse praticando a assepsia. Precisamente dez minutos depois, a anestesista me falou: “sua operação terminou: foi um sucesso como poucas vezes assisti. Levante-se devagar e venha comigo caminhando lentamente”. Pensei que estivesse brincando. A operação durou o tempo equivalente a uma extração dentária. Levou-me a uma sala de recuperação, ajudou-me a deitar numa cama e meia hora depois mandou-me para casa. Sem qualquer tampão ou curativo. Eu enxergava tudo. O cirurgião também chegou até mim e falou. “Mantenha um pouco de repouso, mas não é necessário (nem conveniente) repouso absoluto. Poderá caminhar para ir ao banheiro, e executar atos de rotina. Poderá assistir à televisão e ver o que quiser.

O único incômodo que eu sentia, e só durou até a manhã seguinte, foi uma leve sensação de areia no olho operado. “Volte daqui a quatro dias para checagem e avaliação quanto à necessidade do transplante de córnea.

Voltei. O médico projetou letrinhas na parede para testar minha acuidade visual. Com exceção das menores, eu reconheci quase todas . Depois apresentou-me um texto, que consegui ler sem problema algum. Impossível descrever a minha felicidade... Eu que, desde os dez anos de idade, lia diariamente até contrair aquele troço.

Cerca de vinte dias depois, o mesmo procedimento foi executado no outro olho, com idêntico resultado. Imediatamente após a avaliação pós-operatória, o médico tomou o telefone e ligou para a doutora enfermeira. “Pode retirar este paciente da fila de transplantes de córnea e chamar o seguinte”, ouvi-o dizer.

Hoje, mais de cinco meses são passados. Enxergo tudo de longe sem necessidade de óculos, os quais utilizo somente pra ler. O autor deste milagre é um jovem que não deve ter ainda trinta anos. Seu nome: Doutor José Newton Dias da Escóssia.


20/03/2015


















quinta-feira, 21 de novembro de 2013

TALENTOS DA MATURIDADE

JORNAL "CIRCULAR" COBRE LANÇAMENTO DE LIVROS

Excelente periódico sobralense "CIRCULAR" traz ampla cobertura sobre a histórica noite de 30 de Outubro de 2013, quando foram lançados na Biblioteca Central da Universidade Estadual Vale do Acaraú, dois dos meus livros: um de Crônicas,"LOUCA UMA OVA" e outro de Contos, "LAGARTAS-DE-VIDRO". Na mesma edição, "CIRCULAR" trata também da surpresa que foi a festinha íntima do recebimento do Prêmio TALENTOS DA MATURIDADE (Banco Santander) com o conto "Gozo Precoce" (05/11/2013).

LANÇAMENTO DE LIVROS NA UVA

Excelente periódico sobralense "CIRCULAR" traz ampla cobertura sobre a histórica noite de 30 de Outubro de 2013, quando foram lançados na Biblioteca Central da Universidade Estadual Vale do Acaraú, dois dos meus livros: um de Crônicas,"LOUCA UMA OVA" e outro de Contos, "LAGARTAS-DE-VIDRO". Na mesma edição, "CIRCULAR" trata também da surpresa que foi a festinha íntima do recebimento do Prêmio TALENTOS DA MATURIDADE (Banco Santander) com o conto "Gozo Precoce" (05/11/2013).

ACADEMIA CARIOCA DE LETRAS - TROFÉU SÉRGIO PORTO

segunda-feira, 20 de maio de 2013

DIGAM QUE NÃO ESTOU!

Digam que não estou. Intransitivamente. Se exigirem um objeto abjeto, digam que estou um crápula. Se reivindicarem complemento, digam que foi fixado nas enzimas catalisadoras da minha sordidez. Se, ainda assim, perguntarem pra onde fui, respondam que saí aquariando fevereiros de gandaias pela vida afora. Não estou para os vendedores nem para os seus cobradores, telefonemas enfadonhos ou declarações amorosas, falsas ou verdadeiras, para homens atordoados de trovões, ou mulheres resplandecentes de relâmpagos, para crianças chorando com fome ou gritando de dor, para os seus pais aflitos envoltos no manto da desgraça e recobertos com o pálio da miséria, para banqueiros, salafrários, santos, agiotas, agitadores, pacifistas, pedintes, prêmios de loteria, automóveis (do ano, do mês, do dia, da hora ou do minuto), amigos prestantes ou afoitos desafetos afeitos a afetações de amizades, para luares de prata ou aluás elaborados com o néctar dos deuses do Olimpo, para cavalheiros, cafajestes, gentis-homens, ou crápulas como eu, para o papa, para o bispo, para o pároco e para todo o clero, para o dalai lama em suas vestes vermelho-alaranjadas e para o dalai lodo vestido de verde musgo, para os loucos de paixão ou de loucura mesmo, para os bêbados, para os ébrios de ambições e os sóbrios consumidos nas chamas das águas ardentes da abstinência compulsória, para a puta mais safada ou para as freiras cobertas, da cabeça aos pés, com o hábito da caridade, para leides dai, ou para lordes dão, para príncipes, ou para molabentos, para seres imaculados recendendo a sândalo, ou lazarentos exalando, em vida, os fedores da decomposição cadavérica. Digam que não estou pra “seu” ninguém. Exceto para a senhora morte, porque desta não há como fugir. (17/09/2005)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A PRAÇA MAIS CHARMOSA DO MUNDO

Se fosse Aladim, e o Gênio da Lâmpada me aparecesse sugerindo que lhe fizesse, não três pedidos, mas três escolhas já predeterminadas: uma cidade, um bairro e um endereço para morar neste planeta, não pensaria duas vezes: PARIS, MARAIS, PLACE DES VOSGES. Nem me perguntem por quê. A fascinação que estes lugares exercem sobre mim, carece de qualquer explicação lógica. Mesmo partindo de tão exígua premissa, tentarei exprimir aquilo que sinto ao visitar a Place des Vosges. Quando lá estive pela vez primeira, foi como se, subitamente, tivesse voltado no tempo, a uma época de sonhos. Ousaria quase dizer que tive a sensação de haver sido muito feliz ali algum dia. Numa vida passada, quem sabe! Trata-se da praça mais antiga, mais charmosa e mais encantadora da Cidade Luz. Trago-a arquivada no "disco rígido" da minha memória, contudo, como não costumo confiar cegamente nela, estou agora diante da tela do meu monitor que exibe uma linda fotografia da "minha" praça favorita e é uma pena que não me permitam reproduzi-la junto a este texto. Tudo lá cheira a século XVII. Excetuando, obviamente, os circunstantes e seus costumes - e aqui este vocábulo é usado nas duas acepções: hábitos e indumentária - , nada parece sugerir que ali o tempo haja fluído. Para aquelas pessoas que dizem não admirar a História como disciplina; como conteúdo didático; como atributo do conhecimento, aqui está a última oportunidade de vivenciar o pretérito, pois a Place des Vosges é o próprio passado materializado! Se o rigor científico, acaso, me concedesse a licença com que as musas costumam favorecer os poetas, diria que o simples ato de se estar presente ali é mais do que suficiente para comprovar a Teoria da Relatividade, uma vez que espaço e tempo se confundem. Aqui é fundamental não ter pressa!. Aqui calendários e relógios carecem de qualquer serventia! Uma vez aqui, nesta praça, esqueça: compromissos; metrô; agências de viagem; televisão, galerias lafayette; passaporte; automóveis; hotel; compras; encerramento da conta do hotel; printemps; malas; eurodisneys; cartões de crédito; caixas eletrônicos; limites dos cartões de crédito; companhias aéreas; horários de vôo; aeroportos, táxis; aviões; confirmação de passagens aéreas, enfim, tudo aquilo que possa lhe trazer de volta às portas do terceiro milênio. Aliás, creio que não se deve preocupar nem em não se preocupar com tudo isto, porque a própria atmosfera do ambiente se encarregará de fazê-lo. Às vezes, às vezes!!! Construída por Henrique IV, entre 1602-1605, no exato local onde Henrique II foi abatido num duelo, foi chamada, inicialmente, Place Royale, somente recebendo a atual denominação após a Revolução Francesa, em homenagem ao primeiro "département" que quitou, integralmente, seus impostos Sua graciosa arquitetura inspira - em quem possui um mínimo de sensibilidade estética - ternura, bem-estar, tranqüilidade, prazer. Cada uma das casas é constituída de quatro lanços com uma arcada no térreo. Janelas ao estilo francês dominam o segundo e o terceiro pisos, dispondo-se sobre as arcadas do primeiro. Águas-furtadas estendem-se por todo o último pavimento. As belíssimas fachadas são uniformes, simétricas e formadas por estuque e tijolos de coloração rosada. Cada renque de casas conserva sua tradição real assinalada pela flor-de-lis branca. Amplos e elevados pavilhões dominam os setores norte e sul do logradouro. Estes possuem formato arquitetônico mais requintado do que as demais habitações e eram conhecidos como Pavillion du Roi (pavilhão do rei) e Pavillion de la Reine( pavilhão da rainha), respectivamente. Em 1639, uma estátua eqüestre, em bronze, de Luís XIII foi erigida no centro da praça, todavia, foi arrasada pelos enfurecidos revolucionário do final do século XVIII. Na outra, sucedeu o mesmo, em virtude de uma situação oposta e de um motivo mais prosaico: estava, sem um puto. Havia esquecido de ir a um Caixa Eletrônico!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

EM NOME DA VERDADE HISTÓRICA

Omitam a História, mas não a deturpem, como fizeram aqui: "A idéia inicial da implantação do Curso de Enfermagem em Sobral, surgiu da imaginação de um padre e pesquisador, Francisco Sadoc de Araújo, que ao fazer um levantamento histórico da genealogia das famílias de Sobral, encontrou incontáveis casos de homens que haviam-se casado por duas, três e, até quatro vezes. D iante desta constatação, resolveu entrevistar alguns deles sobre o porquê de tantos casamentos. Como resposta obteve que as mulheres morriam em sua maioria, de parto. Observando mais a situação pôde constatar que o problema estava na falta de conhecimento técnico-científico e na deficiência de habilidades das pessoas que cuidavam dessas mulheres, as chamadas parteiras leigas. Isto posto, o Pe. Sadoc, então Reitor da Fundação Universidade Vale do Acaraú pensou muito longe e, delineou uma minuta criando a Faculdade de Obstetrícia de Sobral que a 03 de junho de 1971..." http://www.educaedu-brasil.com/graduacao-em-enfermagem-carreiras-universitarias-19596.html Isto é uma inverdade. A verdadeira história não só da idéia como de toda a obra da criação da Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia de Sobral é, de fato, fruto do esforço do Padre Francisco Sadoc. Mas é uma supina mentira que tenha surgido de pesquisas do Padre Sadoc, que "ao fazer um levantamento histórico da genealogia das famílias de Sobral, encontrou incontáveis casos de homens que haviam-se casado por duas, três e, até quatro vezes". A História não pode ser inventada. Ou contem a verdade, ou a omitam! O documento básico que serviu de argumento decisivo para a Criação da Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia de Sobral foi redigido por este escrevinhador (eu mesmo) que, na época era ajudante de servente. Seu título é "NECESSIDADE E CONVENIÊNCIA DA FACULDADE DE OBSTETRÍCIA DE SOBRAL". Infelizmente no tempo não havia computador. Portanto, não tenho o texto arquivado. Hoje, este documento encontra-se "extraviado", incinerado, ou mais provavelmente oculto na papelada de todo o processo de criação, aprovação pelo Conselho Estadual de Educação e Reconhecimento pelo Conselho Federal de Educação. Pobre História essa do nosso país. Em vez de se basear em documentos autênticos, o que vale para os "historiadores" é o que qualquer pessoa diz. Principalmente pessoas que têm interesse em esconder a verdade. Raimundo Nonato Albuquerque Silveira (Ajudante do Padre Sadoc e primeiro diretor da Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia de Sobral durante onze anos). ------------- Aliás, em Sobral (Cidade do Norte do Ceará) parece que "existem alguéns" que não gostam, ou sentem medo da HISTÓRIA. Além do insignificante fato relatado no corpo do texto sobrescrito, dois outros "não fatos" corroboram esta minha suspeita: 1 - Por que ninguém fala daquele livro do Padre Lira (Pe João Mendes Lira) no qual ele relata acontecimentos, no mínimo curiosos (e no máximo escandalosos) da vida de Dom José? O nome do livrinho do Padre Lira é "A Vida e a Obra de Dom José Tupinambá da Frota, Primeiro Bispo de Sobral". 2 - Por que o site da Santa Casa de Sobral não cita uma única vezinha sequer o nome do Padre Zé Linhares, o qual, todo mundo sabe, administrou aquele hospital durante cerca de VINTE ANINHOS? ou mais?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Jornal Ecos entrevista o Médico e Escritor Raymundo Silveira

O Jornal Ecos entrevista oo Médico e Escritor Raymundo Silveira 10 Agosto 2005 - Edição N°22 (Entrevista a Vânia Moreira Diniz) Você nasceu na cidade de Massapé do grande estado do Ceará, como foi sua vida nesse tempo da infância? Não cabe aqui, Vaninha. Darei uma amostra relembrando um pouco as casas onde morei. Eu tinha dez anos quando deixei a casa onde nasci para me mudar para outra. Nunca havia me separado dela. Faz mais ou menos dez anos que a vi pela última vez. Ficava numa esquina, tinha um pé-direito alto, uma calçada em declive e duas enormes pedras servindo de batentes ou de degraus para que se pudesse alcançá-la. Isto, como disse, revi há mais ou menos dez anos. Mas a parte interna, que só vi pela última vez quando eu tinha dez anos, está tão presente na minha lembrança quanto a calçada. O quarto onde nasci, onde dormi, a sala de jantar a de brincar e, principalmente, a enorme cumeeira de caule de carnaubeira da qual eu tinha medo porque diziam que era por ali que entravam os fantasmas. Com efeito, entraram em mim multidões de fantasmas ao longo da vida, mas nenhum deles, pelo teto daquela casa. Há muito tempo que não vejo a outra: a casa onde cresci. Ou melhor, há muito tempo que não olho para ela, porque, na verdade eu a vejo todos os dias. O cajueiro carregado de maturis e, mais tarde, de frutos maduros, rubros, suculentos, enormes, aos quais faço sem querer uma livre associação com os corações das pessoas que lá moravam comigo. Era uma construção mais moderna do que a outra. Havia uma grande área frontal onde crescia um misto de jardim e de pomar. As ateiras se misturando com as roseiras. Os troncos das outras árvores frutíferas, serpenteados de trepadeiras. A relação com seus pais e sua família ajudou muito em sua movimentada vida? Não muito. Mãe, praticamente não tive, pois sempre a conheci inválida. Meu pai também era muito doente. Mas até completar 16 ou 17 anos, nada nos faltou, pelo menos em termos materiais. Nesta época meu pai também se tornou inválido. Você se formou em Medicina, mas até lá, como foi a escalada? Até se formar tinha outro emprego? Sim. Felizmente (ou infelizmente), não posso dizer: "não devo nada a ninguém". Devo, sim. Ao me mudar para Fortaleza para cursar a segunda etapa do segundo grau e, quem sabe, um curso superior, fui nomeado, através de clientelismo político, para exercer as funções de Estafeta. Nunca tinha ouvido esta palavra, nem me preocupei em olhar no dicionário. Pelos cumprimentos que recebia achava que se tratava de um cargo muito importante. No dia em que assumi, recebi cerca de oitenta telegramas para entregar. Numa cidade grande que não conhecia. Comecei o trabalho por volta das 8 da manhã e terminei às 4 da tarde. Era uma sexta-feira. Só voltei para trabalhar, na segunda. Recebi uma admoestação severa e foram anotadas duas faltas no meu prontuário. Só então fiquei sabendo que para aquele trabalho jamais haveria descanso. Nem nos sábados, nem nos domingos, nem na sexta do natal nem na quarta da paixão, nem na segunda da aleluia, nem nunca... Quando da minha aposentadoria fui prejudicado por causa daquelas duas faltas. Não me queixo do meu trabalho. Afinal, não fui forçado a executá-lo. Assumi porque quis. E ainda hoje rezo para quem me pôs lá. Mas estaria mentindo se dissesse que não me sinto um pouco ressentido pela injustiça da falta de dias de descanso. Afinal, até animais têm os seus. Diante disto, tenho como um milagre a minha aprovação no vestibular de medicina, na sexta colocação. Sua vida como médico foi brilhante inclusive com importantes publicações científicas. Acha que serviu de base para o literato que é atualmente? Sem dúvida. Mas antes de escrever textos científicos já lia muito. Como disse, até os 16 ou 17 anos nada me faltou. Estudei numa excelente instituição: o Seminário de Sobral. Foi lá onde desenvolvi o amor pelo estudo e pelas letras. Foi lá onde conheci os clássicos da nossa literatura. Apesar dos meus 12, 13 e 14 anos (que corresponderam ao tempo que estudei lá), lia Vieira, Camões, Garret e outros. A civilização grega ainda me era estranha. Mas nesta época já travara conhecimento com a cultura latina. Conhecia, inclusive, alguns textos de Virgílio e de Cícero. Em latim. Certamente este foi o estopim da minha, digamos, mania pelas letras. Tinha um mestre ou guru que admirasse a ponto de influenciá-lo? Sim, vários. Mas tenho uma confissão a fazer a qual acho que faço pela primeira vez. Durante o meu curso médico (que foi tecnicamente EXCELENTE, diga-se a bem da verdade), não tive praticamente contato com elementares conceitos de Deontologia Médica. Neste aspecto, tudo o que adquiri (se é que adquiri) devo ao médico e escritor Pedro Nava, através da leitura das suas memórias. Até hoje o releio, quase diariamente. Qual a especialidade que escolheu na medicina e o fez por inclinação ou porque no momento era a direção mais propícia? Sempre quis ser médico. Depois que comecei a estudar medicina, sempre quis ser ginecologista. Há vários motivos para esta escolha. Tenho centenas de páginas onde trato daquilo que chamo "minha opção preferencial pelas mulheres". Nada a ver com a atração meramente biológica entre os gêneros. Existem inclusive condicionamentos de ordem afetiva, nunca sexuais. Enfim, sou criticado quase toda vez que declaro isto, mas como se trata de uma convicção, não há por que me envergonhar dela: para mim, as mulheres merecem um tratamento diferenciado em relação aos homens. Até por razões biológicas. E o que ainda se vê, é exatamente o inverso. Quem duvidar disto, porque acha que neste lado do hemisfério não acontecem mais discriminações, que dê uma voltinha pelo outro. Como escreveu seu primeiro trabalho literário? Teve um momento especial ou como surgiu? É uma longa história. E até meio cômica. Mas vou tentar resumir. Só vim a conhecer a Internet em 1996. Só a utilizava para ler e estudar. Nada mais. Até que deparei com um site: "Conte a Sua Viagem". Como viajei bastante, não tive dúvida: durante todo o meu tempo livre (que era pouco, mas havia), passei a descrever minhas viagens. Redigia os textos diretamente no site. Não sabia o que era WORD. Conhecia só de ouvir falarem. Não sabia também que era possível copiar, cortar e colar palavras. Cada vez que descobria coisas como essas, era um espanto. Quando não tive mais viagens para contar, desandei a escrever sobre o que me viesse à cabeça. Passei a incomodar. Até hoje não entendo por que gostar de escrever incomoda tanto a quem não gosta. Foi então que, casualmente, deparei com um dos sites literários. Antes, nem sonhava que existissem. Comecei, então, a enviar para lá os meus textos e foram bem aceitos. E... Aqui estou. Quais os escritores que mais leu ou qual deles mais o empolgava? Li praticamente todos os mais conhecidos, Vaninha. Não vou citar aqui porque a enfiada é longa. Os de língua não portuguesa, apenas em traduções, claro. Só aprendi inglês aos 36 anos. Para viajar. Mas conheço um pouco de quase todos os autores. Quanto aos de língua portuguesa, li reli e ainda releio diariamente Eça (para mim o MAIOR de todos), Machado, Camilo, Ramalho, Bilac, Pessoa. E, mais recentemente, Nava, Saramago e outros (em livros de papel). Na Internet leio muita gente. Mas isso não vou dizer, pois posso esquecer alguém. Como se dá seu "momento de criação"? Todo momento para mim é momento. Nunca tive esta tal de inspiração. Só sou capaz de criar alguma coisa se forçar a barra. Sento ao computador e vou digitando o que me vem à cabeça. Depois, apago o que acho que não presta e escrevo de novo até achar que está mais ou menos. Quando escrevia para revistas médicas levava 2 a 3 dias e uma resma de papel para produzir duas páginas. Hoje sou capaz de produzir a mesma coisa em poucas horas. Simplesmente, abandonaria definitivamente a escrita se, de repente, acabassem os computadores. Não consigo escrever nada a mão. Nem me lembro mais como é uma máquina de escrever. Sendo um dos mais produtivos e lidos escritores de nossa net como define esse dom. Nascido repentinamente ou o trazia latente durante toda sua vida ? Como disse, a maior influência foi a atmosfera cultural que envolvia o Seminário. Não conheço um só dos meus colegas que não tenha pelo menos um curso superior. Quando não é um grande intelectual, escritor ou poeta. Não é o meu caso. Mas certamente é o do Soares Feitosa, um grande poeta e editor do maior Jornal de Poesia em língua portuguesa. Foi meu colega de classe, lá no Seminário de Sobral, nos idos de 1957. Mas não posso negar que a mosca azul da escrita sempre revoou sobre a família da minha mãe. Não acha que a defesa em demasia pode levar à discriminação das mulheres de uma certa forma? Não. Tenho certeza que não. Pelo menos quando se trata de defender mulheres pobres e indefesas. Convivi (até me aposentar) com a violência que enfrentam com passividade de gado. Quase vi uma delas sendo esfaqueada na frente dos filhos sem nenhum motivo. Sequer motivo banal. Não. Não as discrimino de modo algum. Pode até ser que o meu esforço nunca tenha adiantado de nada. É quase certo que não adiantou mesmo. Mas não contribuo para discriminar. Se com meu trabalho não as ajudei nem ajudo, tenho certeza que também não faço mal. O nosso espaço está à sua disposição, se quiser falar ou dizer qualquer coisa aos seus inúmeros admiradores. Você é uma criatura fabulosa, Vaninha. Tenho só a agradecer. Não só em meu nome, como no de todos os outros escritores da Internet, a quem você tem prestado tantos serviços. Jornal'Ecos -Ray, foi muito importante a sua entrevista e agradeço muitíssimo. Sei que os leitores ficarão entusiasmados e aproveito para agradecer a grande e brilhante colaboração que tem oferecido ao Jornal'Ecos

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Foto Histórica



Como diretor da Faculdade de Enfermagem da UVA, concedo o grau de enfermeira a VITÓRIA MONT'ALVERNE, ladeada pelo pai, padrinho e razão de ser histórica esta foto, o ilustre médico sobralense Dr. GUARANY MONT'ALVERNE.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"O RIVAL" Classificado para a Antologia "Letras Aos Corvos"


MEU CONTO "O RIVAL" CLASSIFICADO PARA PARTICIPAR DA COLETÂNEA DE CONTOS GROTESCOS "LETRAS AOS CORVOS". QUEM POSSUI UM EXEMPLAR DO "LAGARTAS-DE-VIDRO" NÃO PRECISA ESPERAR PELA PUBLICAÇÃO DA ANTOLOGIA PARA LER O EXCELENTE CONTO!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"LAGARTAS-DE-VIDRO" - Onde Encontrar


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sábado, 5 de novembro de 2011

"NADA SERÁ COMO ANTES"!




É MUITO DOLOROSO para mim escrever o que segue. É um truísmo dizer que todos nós morremos.Mesmo assim, é muito penoso anunciar a morte de uma pessoa que era muito mais que amigo. Não costumo escrever necrológios: nunca escrevi. Isto não é um necológio. É apenas uma AMARGA missão que esTou cimprindo. Acaba de morrer um HOMRM BOM. Sei que alguém vai dizr: "Ah, depois que moprre todo mundo é bom!". Para mim não é assim. Das pessoas que não são boas eu respeitoa morte, mas não sou de ficar tecendo loas. Morreu DUÍLIO GOMES. Um dos maiores Escritores Mineiros de todos os tempo. Maior e menor. Maior, porque ele era era dos melhores escritores do Brasil. Menor, porque ele fazia questão de se dizer assim. Era um homem tão sem vaidade e bondoso que chega a assustar, tendo em vista o seu valor como artista da Literatura. É o máximo que me atrevo a dizer. Vou sentir muita falta dele... do meu amigo. Um dos raríssimos escritores de valor que era DE FATO, MEU AMIGO. Estou de luto. Meu sentimento não é fingido. Não sei simular coisas que não sinto: nunca soube!
Esta página ficará fora do ar durante 24 horas. Descanse em paz meu querido amigo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011